Baratas

barata-americana

As baratas constituem-se numa das espécies  mais adaptáveis e bem sucedidas entre os animais do mundo. Elas foram capazes de sobreviver a mudanças inacreditáveis das condições geoclimáticas de nosso planeta. Se alguém lhe comparar com uma barata, sorria, pois ela é uma vencedora!
Existem cerca de 3.500 espécies diferentes de baratas em nosso planeta, embora, felizmente, não mais de meia dúzia busque o convívio do homem. As características que fazem o sucesso da barata, lamentavelmente, são as mesmas que complicam a vida do profissional controlador de pragas. Vamos conhecer mais de perto esse antigo convidado indesejável de nossas mesas.

O PROBLEMA


Muitas pessoas toleram as moscas, até quando estão comendo; no  máximo fazem um gesto de abano para espanta-las, entre uma garfada e outra. Outras pessoas, olham um pemilongo pousado na parede com total indiferença, e nada fazem. Mas ninguém suporta imóvel a visão de uma barata saindo debaixo da toalha e tentando atingir um prato de salada!

Por que essa compulsiva reação contra as pobres baratas? Por que não temos a mesma reação com relação a outros tipos de insetos, às vezes potencialmente bem mais perigosos para nossa saúde do que as baratas ?

As razões desse comportamento, talvez seja porque as baratas produzem secreções odorosas de vários pontos de seu corpo que podem alterar desagradavelmente o sabor dos alimentos por elas tocados. Quando a infestação de baratas é alta num determinado local, não raro seu cheiro fica impregnado nesse ambiente e as pessoas de olfato mais apurado percebem-no imediatamente.

Andando pelos esgotos e outros lugares pouco recomendáveis, as baratas podem carrear uma grande quantidade de bactérias patogênicas aderidas a seu corpo e, posteriormente, ao caminharem sobre os alimentos que serão consumidos pelo homem, podem contamina-los, provocando assim de forma indireta, problemas de saúde aos humanos.

As baratas podem também conter certos protozoários e outros microorganismos dentro de seu corpo que, eventualmente, possam ser causadores desta ou daquela doença. Os excrementos e as cascas resultantes de suas mudas podem ser alergênicas e provocar crises alérgicas em pessoas mais sensíveis, tais como lacrimejamento, erupções cutâneas e coriza.
As baratas transmitem, pelo menos, 13 doenças ao homem, geralmente por contaminar alimentos pelo simples contato do corpo ou por sua saliva e excrementos. Entre essas principais enfermidades estão: tifo, disinteria, hepatite, alergias, leprose, bem como envenenamento de alimentos.

Porém, elas também são causa de perdas econômicas e desgastes mentais. Em restaurantes, a presença de baratas entre as mesas, representa a saída imediata de clientes. Em escritórios podem entrar em computadores e outros sensíveis equipamentos eletrônicos, causando um rápido curto-circuito. E sua mera presença em casas leva a uma desagradável sensação de mal-estar.

Biologia geral das baratas

As baratas em geral, são animais de hábitos notumos, ou seja, são mais ativas a noite quando saem de seus esconderijos em busca de água, alimento e para acasalar. Elas podem ser observadas de dia quando ocorrem condições especiais tais como o excesso de população ou quando uma forma de “stress” está presente (falta de alimento ou água). Gostam de ambientes úmidos e muitas espécies preferem um calor ambiental relativamente alto. São “omnivoras”, isto é, comem de tudo ( vegetal ou animal ) sendo especialmente atraidas por alimentos doces, gordurosos e de origem animal; contudo, podem alimentar-se de uma grande variedade de outras substâncias como queijos, cerveja, cremes, produtos de   panificação, colas, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres e matérias vegetais.

As baratas apreciam muito abrigar-se no interior de fendas e rachaduras, onde encontram abrigo, calor e umidade. As baratas americanas também chamadas de baratas de esgoto, podem viver em grandes grupos sobre as paredes nuas, quando não houver riscos no ambiente, especialmente seus predadores naturais. Embora não sejam animais sociais e gregários como as abelhas e as formigas, as baratas podem formar grandes grupos que vivem em conjunto.

Embora as baratas sejam andarilhas excepcionais, seu melhor meio de locomoção é a “carona”! Possuem uma habilidade notável para esconderem-se em engradados, caixas e sacos, sendo assim confortavelmente levadas de um canto a outro e disseminadas mundo afora.

As baratas desenvolvem-se por metamorfose gradual em três estágios: ovo, ninfa, e adulto. A fêmea produz um estojo protetor dos ovos, em forma de bolsa fechada, chamada de “ooteca”, a qual contém duas fileiras de ovos cujo número varia conforme a espécie. As ninfas rompem a ooteca trabalhando juntas e saem para iniciar sua vida de perigos.
Parecem-se com os adultos, embora não tenham asas e de tempos em tempos sofrem mudas e crescem. Assim que passa por uma ecdise (muda), a ninfa recém saída de sua casca anterior e de cor muito clara, praticamente branca, mas escurece em, algumas horas. Depois da última ecdise surge a barata adulta que já tem as asas completamente formadas e é sexualmente madura; há espécies cujos adultos não possuem asas ou são elas atrofiadas. O tempo que vai do ovo à idade adulta e os  períodos de duração de cada fase variam segundo a espécie também com certas condições de temperatura ambiental, o grau de umidade, o teor de proteína de sua dieta alimentar e outras condições do meio ambiente.

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