A Barata Americana

barata-americana

(Períplaneta americana)

A maior barata entre as espécies domésticas, recebe vários nomes populares e regionais, dos quais os mais comuns são barata voadora e barata de esgoto. Varia entre 3 e 4 cm., em alguns casos podendo chegar até 5 cm de comprimento e tem uma característica cor de pinhão ( castanho avermelhado ). Com um bordo amarelo vivo no escudo protetor da cabeça. As asas dos machos ultrapassam um pouco o comprimento do abdômen e nas fêmeas, as asas têm o mesmo comprimento do corpo.

Ao contrário da alemanzinha, a barata americana deposita sua ooteca apenas um dia depois que foi formada e procura coloca-la sempre próxima a uma fonte de alimento, em pontos protegidos (isso aumenta as chances de sobrevivência das ninfas). As vezes, as fêmeas prendem as ootecas em alguma superfície, usando secreções de sua boca. As ootecas são formada na mesma fêmea à razão de uma por semana, de 15 a 90 semanas seguidas. Cada uma dessas capsulas contém cerca de 36 ovos que vão eclodir aproximadamente entre 50 e 55 dias, dependendo de certos fatores como a temperatura ambiental; por exemplo.

As jovens ninfas que emergem da ooteca vão sofrer até treze ecdises (mudas de casca), antes de atingirem a maturidade, o que leva cerca de 15 meses, novamente dependendo de certas condições ambientais, principalmente o teor protêico de sua dieta alimentar. As ninfas vivem sempre misturadas aos adultos formando grandes grupos que procuram lugares escuros e úmidos para seus esconderijos. Porões são particularmente interessantes para as baratas americanas, bem como a rede de esgotos, caixas de gordura, fossas, ralos, armários de cozinha, embaixo das pias, perto de banheiros, cestos de roupas, em qualquer lugar onde a comida seja preparada e estocada, etc.

Frequentemente podem ser encontradas fora das residências, em locais sempre próximos à água ou bastante úmidos.

As baratas americanas alimentam-se de uma grande variedade de alimentos, mas parecem ter uma preferência por matéria orgânica em decomposição. São atraidas por substâncias doces e pelo gosto amargo. Os adultos podem sobreviver a dois ou três meses sem comida, mas só a um mês sem água. Sua vida média, em condições normais, oscila entre 03 e 04 anos, dependendo de certos fatores o período de vida diminui para 15 meses.

Ainda que sejam chamadas de baratas voadoras e tenham asas bem desenvolvidas, as baratas americanas voam muito mal. Conseguem fazer um vôo mais planado; contudo, quem já escutou o ruido de uma barata americana em pleno vôo, não mais esquece,
principalmente porque elas tem o péssimo hábito de terminar seu alegre passeio aéreo na cabeça, no pescoço ou nos braços das pessoas !
A BARATA ORIENTAL

(Blatta orientalis)
A barata oriental é outra espécie doméstica frequentemente encontrada no Brasil. Caracteriza-se por não poder voar, pois possuí asas muito curtas. Os adultos são de cor marrom escuro, quase preto, e seu corpo tem uma aparência pesada, especialmente nas fêmeas. Estas medem cerca de 3 a 4 cm e os machos, 2 a 3 cm de comprimento.

A fêmea expedem sua ooteca cerca a de 30 horas depois de formada, colocando-a a superfícies horizontais ou verticais, sempre em pontos próximos a fontes de alimentos. As fêmea produzem uma média de oito ootecas durante sua vida, cada qual contendo 16 ovos que vão eclodir após 60 dias, em condições ambientais normais.

As ninfas têm de 7 a 10 ecdises e os estágios ninfais geralmente levam de 8 a 10 meses para se completar. Seus hábitos são similares aos dos adultos e as encontramos com frequência a eles associadas, tanto fora como dentro de casa, nos quintais embaixo de folhas e pilhas de madeira, no canteiro de flores; também em esgotos, ralos e nos porões úmidos.

Alimentam-se de qualquer tipo de matéria orgânica em decomposição, especialmente o lixo onde busca restos em latas vazias. Com água, podem viver até um mês sem comida; sem água, não resistem mais de duas semanas.
OBSERVAÇÃO
Há, além dessas três espécies mais comuns, outras baratas domésticas que podem ser encontradas nos centros urbanos. Contudo, tem menor expressão em nosso país e, às vezes, podem assumir um papel mais importante nesta ou naquela localidade, tão sómente. Poderíamos citar entre essas outras espécies, a Supella longipalpis (barata listada), a Periplaneta fuliginosa (barata cinzenta), a Parcoblata spp ( baratas da madeira ), a Periplaneta australasiae, a BlatelIa asahinai, etc. Algumas dessas espécies já penetraram em nosso país em diferentes pontos e devemos estar atentos para baratas que apresentem comportamentos e/ou aspectos diferentes do usual.

Frequentemente, as baratas denunciam sua presença, não só por serem diretamente
observadas, mas também, por suas fezes, pelos danos que provocam e até pelo seu cheiro. São consideradas animais fortemente repulsivos. Para muitas pessoas, o desgosto e o estigma sociais associados às baratas são tão grandes, que resultam numa completa e total falta de tolerância a esses insetos em suas residências ou em outros locais, como um quarto de Hotel, por exemplo, ou um Restaurante. Algumas pessoas entram literalmente em pânico histérico ao se defrontarem casualmente com uma barata, especialmente se ela for meio grandinha!

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